CRIATURAS OU FILHOS DE DEUS?

 

 

 A todos que o receberam, aos que crêem em seu nome, deu ele o direito de se tornarem filhos de Deus: os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas sim de Deus”. (Evangelho)

 

A qualidade de filho pressupõe a de herdeiros.

Os filhos herdam dos pais; herdam em todo sentido: – material e moral.

Do físico herdam traços fisionômicos que recordam a paternidade.

Do moral (pela convivência, pelo exemplo e pela educação), herdam qualidades positivas e virtudes.

É por isso que certas crianças, logo à primeira vista, despertam na imaginação de quem as vê a lembrança dos seus pais.

Nem sempre, convém notar, essa recordação é sugerida pela forma da criança, mas, particularmente, pela aura que a envolve.

Essa aura, às vezes, acha-se tão em harmonia com o astral ascendente que a figura do pai como que aparece, com leve diferença, fundindo-se na figura do filho.

Segundo a palavra evangélica, o homem torna-se filho de Deus somente depois que aceita e põe em prática a moral divina revelada por Jesus Cristo.

Antes disso, é criatura de Deus, ou seja, apenas um “provável” filho de Deus.

De fato!!!

Como ser filho sem ser herdeiro?

Onde há a herança paterna que assegure a filiação?

Deus é espírito, e em espírito e verdade deve ser procurado.

Como pode, portanto, o homem ser filho de Deus sem que reflita a imagem espiritual do Pai?

Como pode ser filho de Deus se ainda não herdou as virtudes e atributos que ativam o caráter da Divindade?

Como há de ser filho de Deus se não se vê Deus através da aura que o envolve?

Como há de o homem ser filho de Deus (que é puro espírito) se ele contém toda animalidade, nada deixando transparecer de espiritual?

Em verdade, como acertadamente ensina o Evangelho, o homem só se tornará filho real de Deus quando se decidir a acompanhar as pegadas de Jesus.

Quando ele se identificar com o Cristo, o filho único do Pai (Deus) neste planeta.

 

 

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